>>3691Agora, dito tudo isso. A solução não é a sensação de culpa, pois a culpa é o pior dos conselheiros a respeito desse assunto, pois a culpa cria um mecanismo de autovitimização que não leva ao arrependimento sincero, e sim ao remorso, que nada mais é que remorder-se, não deixar a ferida curar etc. Ou seja, a culpa não te liberta do pecado, mas reforça-o, pois tudo aquilo que nós banimos pro baú do inconsciente torna-se reforçado em nós, pois foi escondido às sete chaves no interior do nosso ser, inclusive escondido da nossa própria consciência (enquanto que a verdadeira cura espiritual envolve justamente trazer o problema pra luz e expô-lo, de maneira que aquilo vá perdendo força conforme melhor você o compreenda, conforme mais você o apresente a Deus (não com aflição culposa, mas sim com confiança genuína de que Deus é bom e vai te ajudar)). Por isso, culpa: zero.
Agora, arrependimento real, sim. Jesus Cristo nos liberta do pecado.
Cristo disse que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. E as Escrituras Sagradas também nos dizem "e conhecereis a Verdade, e a Verdade vos libertará".
Então, quanto mais você conhecer a Cristo Jesus realmente (e Cristo, sendo uma pessoa, você só conhece por convívio, portanto é uma caminhada com Ele, você e Ele; não importa quão religioso você seja, nada chega aos pés do tempo você e Jesus, logo, seguindo a lógica óbvia dessa existência: quanto mais tempo você passa com alguém, mais você conhece ela; quanto mais tempo você passa com Jesus Cristo, mais você conhece Jesus Cristo), mais liberto você será, pois Ele já disse que quem O conhece será liberto por Ele.
Esse verso da verdade libertar se aplica até ao conceito popular de verdade, que resumidamente seria "tudo aquilo que é". Ou seja, quanto mais você conhecer a verdade sobre teu pecado, mais você será libertado dele também, pois você terá uma visão ampla de como a coisa funciona contigo, se manifesta, quais gatilhos te pegam etc. E você poderá, tornando-se maduro no processo, passar a ser mais senhor das próprias decisões e parar de agir como um escravo das pulsões impulsivas, e passar a ser mais senhor de si, e você saberá disso conforme mais você conseguir dizer não pra você mesmo e conseguir manter a postura, sem ser forçado (pois a força significa que você ainda não se controla, não tem domínio próprio, portanto ainda é um escravo das próprias paixões, sendo arrastado pra lá e pra cá por elas).
Então tudo passa por todas essas etapas simultaneamente.
3/3