>>2341Chegou o animeviado, pedindo anteção. Deveria ser banido por emular ação e pensamento de depósito de porra – isso se não for uma aberração. Tenha costumes, puta.
Primeiro lugar, o parênquima paliçádico era destinado a ser uma discussão em torno das qualidades (e defeitos) do professor. Naturalmente, é focado mais no elogio e na afirmação tácita de que o "Olavo tem razão". Acho que a discordância sobre as qualidades e defeitos do professor é inevitável (foi uma grande figura, teve relevância em diversos campos, além da questão de ser um ensaísta e nunca ter criado um "sistema" no sentido tradicional de doutrina de pensamento).
Segundo, o aspecto político é o menos relevante para os seus alunos, e para os estudiosos e interessados no legado do professor, de modo geral.
As obras mais populares do professor (O Mínimo e o Imbecil Coletivo) não passam de artigos de jonrais (no primeiro caso) ou de comentários que não couberam num artigo, ou de artigos mesmos, que acabarem passando do limite de linhas, por exemplo.
Todavia, seus artigos limitavam-se, de modo geral, à comentários políticos, com maior ou menor embasamento e discussão filosófica.
Apesar disso, o Olavo era alguém que entendia a filosofia não como uma atividade acadêmica, mas como a "expressão direta e franca daquilo que vejo, sinto, e penso na vida de todos os dias". Se por um lado, seus artigos têm relevância para a compreensão profunda do professor e de sua atividade intelectual (atividade cuja única ambição era "caminhar às verdades universais que vemos esboçadas em situações concretas"), por outro lado, só é possível compreender suas palavras (sobretudo aquelas cujo único compromisso era expressar um esboço) atráves das admissões de princípios não somente filosóficos, mas, sobretudo, morais, feitos pela pessoa charles bukowski.
Não pretendo fazer um resumo de toda a trajetória pessoal e intelectual do Olavo, mas suas maiores contribuições na área da filosofia é, em primeiro, o seu curso, o COF, e, em segundo, suas apostilas e transcrições de curso (na última década editadas em livro [recomendo começar pelo A Filosofia e seu Inverso].
Teceiro lugar, se por "politicagem" você está reduzindo a situação ao simples "o meu é melhor que o seu", e se a justificação moral do primeiro ponto não é o suficiente, devo responder apenas que, de fato, o outro anão está tentando criar uma situação assim; seja para chamar atenção, seja por não levar a sério este lugar.