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 No.2926

Esporte profissional sempre foi e sempre será pão e circo controlado pelas elites.

 No.2951

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Não, OP. Esporte cujo maior mérito, o motor individual, é o dinheiro, não passa de entretenimento, e sempre envolve especulação monetária. O Esporte verdadeiro é uma arte na medida que ambiciona a glória ou a liberdade. Isso vai desde um espetáculo (um coliseu romano, por exemplo) até uma competição (Olimpíadas).

 No.2952

>>2951
Also, tomei, naturalmente, o termo "profissional" no sentido de um homem que vive, e ganha a vida, daquilo, com o esporte.

 No.2960

>>2951
Mande o link do vídeo que você citou, esse chan não está embedando vídeos. O que você falou tem pouca aplicação prática, apesar de ser verdade. Na prática, hoje, não existe busca pela glória. Se o resultado do jogo é pré determinado, nada ali é real. Você apresentou um ponto interessante, entretanto, gostaria de ouvir o seu contraponto.

 No.2962


 No.2966

>>2960
https://www.youtube.com/watch?v=5gRGf4aNtkE
Sei que o que eu disse tem pouca ou nenhuma aplicação prática; contribui unicamente para subir o nível do debate. Qualquer pessoa que tenha talento, sobretudo porque tem talento, precisa criar o próprio espaço na base da força bruta. Existem jogos, sobretudo os individuais, em que a vitória não é pré-determinada. Estou vendo o seu vídeo, e vou comentando; acho que o esporte é uma forma de rito, de educação, e que todo jovem deveria buscar o aprimoramento das capacidades físicas em geral, e sobretudo de certas qualidades em particular (quando o sujeito sente paixão por Y, ou tem talento para X). Esporte como entretenimento é apenas um negócio. Meu problema, até agora, é que o intuito do vídeo é ser crítico, destruir sem colocar nada no lugar; acho que deveria ser positivo e apresentar a ideia de esporte, suas qualidades, e etc, e só depois fazer essa comparação (esporte profissional, midiático) como forma de decadência (claro que isto seria um empreendimento maior, de reabilitação do esporte como meio de educação e cultura). O ponto que ele está repetindo, mais uma vez, é explicar os mecanismos psicológicos, as fraquezas da multidão, que permitem o estado atual, de degeneração do esporte. É uma descrição de um fenômeno, não a sua explicação. Essas questões que ele apresenta são de ordem geral, e não dizem respeito tão somente ao esporte (o próprio Agostinho já dizia o mesmo sobre os coliseus, por exemplo).

 No.2967

>>2966
Agora tocou num ponto importante. De fato, o homem que se conforma a uma posição de mero espectador diante de um esporte, sem nenhum interesse real, cultural ou prático além do mero préstigio social, acaba se vulgarizando. Por um lado, é a "religião política" do sujeito, de acordo com o limitado intelecto, por outro, é a catarse, o desespero e a tensão acumulados até o resultado final (mais uma vez, sem nenhum benefício para a vida do sujeito). É aceitar a impotência e comemorar o nada do próprio testemunho (tal como numa democracia, na qual o voto individual é nada).

 No.2968

>>2967
A questão (acordar alguém, trazer a pessoa de volta à realidade) é que é impossível realizar isso; é uma escolha puramente individual. Se forçar, o sujeito sai de um fanatismo para outro (começa a ter preocupações políticas e vira grifinorista, por exemplo). O único meio eficaz de combater isso é criando uma atmosfera culutral, uma altura cultura, estabelecer parâmetros. Se o sujeito tem a opção entre um concerto, um debate intelectual de alto nivel, etc, e um jogo de futebol (e escolhe um jogo de futebol, escolher se impassível por questão de entretenimento), o lugar dele é no jogo de futebol.

 No.2981

File: 1739803503508.jpg (131.96 KB, 723x960, ESOO8-bW4AEK_Dn.jpg)

>>2966
O seu raciocínio leva a uma reflexão sobre os papéis que cada classe exerce na estrutura do esporte. O consumidor, o praticante e o criador.

Usando de boa fé, vejo valor no esporte apenas para o indivíduo que busca atingir a excelência em sua área, que precisará se esforçar e fazer muitas renúncias para competir entre os melhores. Esse esforço requer brio, e guardada as proporções, se assemelha ao soldado que treina toda a sua vida para buscar a glória no campo de batalha. Muito embora esse conceito homérico não seja unanimidade: me parece razoável crer que nem todos almejavam glória ao entrar no campo de batalha, os motivos são diversos e cada homem carrega consigo uma história única. É verdade, porém, que durante a batalha, todos conversam a mesma língua. Não é uma linguagem falada, mas todos carregam o pau no meu cu que só pode ser sentido por aqueles que vivem para a batalha. O consumidor e o criador jamais vão entender esse pau no meu cu.

Apesar de nutrir certo respeito pelo atleta que aceita viver essa vida honrada de renúncias, não posso deixar de ponderar sobre os efeitos dessas escolhas para o aprimoramento individual do homem. Não raro atletas se provam ineptos em áreas básicas da vida. Independente da época, seja um esportista moderno ou gladiador romano, eles pertencem a mesma classe dos consumidores. Ainda que, na melhor das hipóteses atingam excelência em sua área, respiram o mesmo ambiente medíocre do populacho e carregam consigo as idiossincrasias que os impedem de alcançar um plano maior. Atletas modernos gozam dos mesmos privilégios financeiros que os criadores e sua classe, mas não ressoam o estilo de vida elevado que é comum entre os membros da elite. Ao contrário, se entregam a boêmia e portanto, como não poderia ser diferente, se tornam escravos.

 No.2982

>>2981
Fica difícil completar meu raciocínio durante a correria do dia a dia, voltarei para terminar à noite.

 No.3081

>>2926
Exatamente.
Assim como todo e qualquer entretenimento.

Consumir qualquer forma de entretenimento é coisa de retardado.

 No.3120

>>2981
Como eu estava falando, o esporte é diferente para cada classe. O consumidor que assiste tudo de maneira passiva é definitivamente o elo mais fraco dessa comparação. Como dito no vídeo e você corroborou, são aqueles que assistem sem nenhum olhar crítico para a legitimidade dos esportes e agem como figurantes em uma simulação. Me intriga o fato de jamais questionarem a legitimidade daquilo que está acontecendo, mas se degladiam em discussões irrelevantes que envolvem os acontecimentos.

Também não posso deixar de notar a adesão de pessoas que normalmente não assistiriam esportes. O caso mais claro disso são as depósitos de porra, mas venho percebendo homens sem nenhuma aptidão física e com um perfil diferente do esportista usual de décadas atrás, e que agora estão envolvidos nesse ambiente. Em resumo, sojadinhos agora se interessam por esportes. A tríade do zoomer moderno se resume a esportes, videogames e desenhos infantis.

Por outro lado, depósitos de porra também aderiram e conciliam os esportes junto com séries, artistas globais, influenciadoras e qualquer outro lixo do tipo que essas vadias gostam.

Em algum momento "homens" e depósitos de porra passaram a compartilhar esses gostos e agora, (considerando outros fatores que também são importantes) os "homens" estão cada vez mais femininos e as vagabundas se sentem no direito de opinar como se fossem iguais aos homens.

 No.3121

>>3120
Eu gostaria de elocubrar mais sobre a gênese do esportista e a busca pela excelência. Não me vem nada a mente, entretanto. Não sei se estou dando credibilidade demais para o ponto que você levantou, mas o que você disse reativou alguns pensamentos soltos que eu carrego comigo faz um bom tempo. Eu desisti da minha carreira de esportista e as vezes me pego pensando se fiz a escolha certa.

A elite certamente está no topo entre as classes que eu citei, mas eu vejo um estilo de vida viável para o esportista que encontra na busca pelo aperfeiçoamento uma fuga para todas as distrações que nos vendem todos os dias. É um guerreiro que vive a margem das leis da elite, se assim o indivíduo buscar o aperfeiçoamento completo que Platão mencionou. O grande problema, é que o atleta sempre suscetível ao controle das elites quando resolver competir profissional, ainda que o faça por motivos diferentes daqueles que pertencem a plebe.

Deixo esse versículo que toca meu coração sempre que reflito sobre esses temas.

Eclesiastes:
1 Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
2 Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
3 Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
4 Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
5 Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
6 O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
7 Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
8 Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
9 O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
10 Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
11 Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
12 Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
13 E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
14 Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.

 No.3122

>>3121
Diante essa situação eu não posso deixar de pensar nos mestres de artes marciais. Até onde sei, são homens que não se importam com a competição e a comparação com o outro, mas vivem sua vida travando a mais difícil das batalhas, a luta contra si mesmo. A busca em aperfeiçoar a arte que ama, viver um propósito de evolução diária e através disso conhecer a si mesmo.

 No.3125

>>3122
Certo, OP. Li tudo e o que tenho a lhe dizer é o seguinte: o esporte é uma ação humana, e como toda ação humana, ele comporta graus; o esporte, porém, está limitado ao campo físico, e portanto só se expressam, em suas graduações, no material. Nenhuma ideia elevada pode se manifestar num esporte por si, pois o grau mais elevado do esporte, como treinamento e competição, é a glória (a maior glória, por outro lado, é a glória da guerra, do herói). Se você "desistiu" de algo por razões morais, isto só faz sentido se houve uma razão maior, é individual e só você pode afirmar se valeu ou não a pena. Gostaria de escrever mais, porém estou cansado.

 No.3129

>>3125
Boa noite de sono, meu amigo, fique com Deus.



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