No.3243
A música Trem Azul é sobre a piroca do Milton Nascimento. O narrador-personagem, no caso o Lô Borges, se lembra de um momento em que viu a manjuba do Milton, fala como não se esqueceu disso e relata como gostaria de ter dito algo que o fizesse experimentar aquele falo. Ele se arrepende de ter deixado passar a oportunidade de desfrutar da trolha do Milton e tudo isso é exposto nessa canção.
Os primeiros versos, "coisas que a gente se esquece de dizer…" deixam ao ar algo que o Lô se arrepende de não ter dito, que no momento em que a canção se passa, ele lembra de um fato ocorrido no passado onde ele não disse algo que deveria ter dito. E isso, claro, pode significar uma infinidade de coisas, mas a chave para entender do que ele se refere está no refrão.
"você pega o trem azul, o sol na cabeça"
"o sol pega o trem azul, você na cabeça"
"o sol na cabeça"
Em primeiro lugar, precisamos entender que não se trata de um trem, uma locomotiva. Não, um trem de passageiros não seria azul. Os únicos trens azuis existentes são a música do John Coltrane e um trem da África do Sul que viaja entre Pretória e Cidade do Cabo. E como caralhos o sol poderia bater na cabeça de um passageiro que está dentro de um vagão, sendo que vagões são fechados? Não, ele não se refere a um trem de verdade. E é aí que está o pulo do gato, ele se refere a uma coisa implícita a qual não seria correto ou moral dizer o nome na música. Temos que lembrar que o Clube da Esquina é um grupo de Minas Gerais e os mineiros usam "trem" como sinônimo de coisa aleatória. Logo, o trem em questão é uma coisa randômica da qual não se podia dizer abertamente numa canção em 1972. Mas e o azul? Ora, o azul representa a cor do pênis do Milton. Órgãos genitais normalmente são mais escuros que outras partes do corpo da pessoa e tendo em vista que o Milton já é afrodescendente, o membro dele tende a ser mais escuro ainda. E eis a antiga e famosa expressão "tão paixão que chega a ser azul", que é de onde o Lô Borges tirou a cor do "trem".
Assim, o refrão deixa claro o sentido da música. Tempos atrás, Lô Borges e Milton Nascimento estavam fazendo qualquer coisa quando, provavelmente para mijar, o Milton tirou o careca das calças, fazendo assim o sol bater na cabeça de seu mastro. O Lô Borges ficou koshervilhado com aquela visão, com o sol reluzindo na piroca preta dando àquela monstruosidade uma coloração azul. Nessa hora, Lô quis pedir para o Milton deixá-lo interagir com aquele mangalho, porém acabou ficando quieto. Já no tempo onde a música se passa, Lô relembra essa cena e se arrepende de não ter dito nada e não ter interagido com o mastro do Milton.
No.3871
Bump.