>>1984O índio em sua hypostasis, conhecedor do logos spermatikos, representa o homem em sua luta pela theosis. A sua força e fraqueza refletem a tensão entre a ousia humana, limitada e corrompida pela phthora, e a possibilidade de transformação pela energeia divina.
A cueca simboliza a oikonomia divina, que molda a salvação sem destruir a physis humana. Sua fragilidade denota a synergia necessária para a purificação, pois, como Palamas diria, a energeia divina deve ser acolhida na humanidade para restaurar a ousia caída.
O peido é uma manifestação incontrolável da energeia humana, que, em sua luta pela theosis, acaba explodindo. Aqui, a apofática realidade do ser humano surge: uma explosão do incontrolável, que reflete a tensão entre o finito e o infinito, o corpo e o espírito.
O cacique ilustra bem a dialektike entre a ousia humana e a energeia divina. A explosão final, quando a physis não pode mais ser contida pela energeia, é um reflexo da luta entre a corrupção e a elevação espiritual, um tema que Palamas aborda ao destacar a incapacidade humana de se purificar sem a graça divina.
Se torna uma alegoria da synergia entre o humano e o divino. A luta entre a ousia corrompida e as energeiai divinas é inevitável, mas é apenas através da theosis que o homem pode transcender sua condição caída. Sem a graça de Deus, a natureza humana não pode alcançar a verdadeira apokatastasis de todas as cuecas.